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Entrevista com Giba PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sex, 09 de Janeiro de 2009 14:27
Referência nas quadras, Giba: "Sucesso do vôlei está garantido no futuro" Homem de confiança numa equipe que, aos poucos, vai se renovando, Giba garante que a seleção nacional vai continuar no topo mesmo depois que sua geração se aposentar.

 
GLOBOESPORTE.COM : Após os treinos em Saquarema e os primeiros jogos contra a Argentina, pela Liga Mundial, como você analisa o atual elenco, que ainda não pode contar com o Gustavo e aparece com algumas jovens revelações da Seleção de Novos?


Giba: Esta renovação é boa e natural. Aconteceu com a minha geração e vai acontecer com essa garotada agora. Com a diferença de que eles estão vindo bem mais altos do que nós...


PERGUNTA DO INTERNAUTA HELBER, DE BRASÍLIA : A altura hoje é realmente um diferencial para os jogadores de vôlei?


Giba: A altura ajuda, mas não é tudo. Como comparação, lembro que não temos o time mais alto do mundo, mas temos o melhor time do mundo. O importante é o trabalho de base. A CBV e os patrocinadores têm feito um ótimo trabalho de incentivo à base para o Brasil continuar vencendo.


GLOBOESPORTE.COM : Por falar nesses jovens talentos, o que você poderia dizer sobre Sidão, Lucas, Bruninho, Evandro e Leandrão, que já treinam entre os 18 que estão inscritos para a Liga Mundial?


Giba: Todos eles tiveram boas apresentações por seus clubes na Superliga. São ótimas revelações. Estão querendo seu espaço na seleção. É importante irem pegando essa experiência. Quando a minha geração parar, eles vão entrar bem preparados. Isso não aconteceu conosco. Precisamos levar quatro anos de porrada antes de aprender.


GLOBOESPORTE.COM : Na sua análise, quais serão as maiores dificuldades que a seleção brasileira encontrará nessa Liga Mundial na busca pelo hexa? Itália e Rússia deverão ser mesmo os grandes adversários numa futura fase final?


Giba: Além de Rússia e Itália, teremos outros adversários difíceis, como França, Estados Unidos e Polônia. Antes de tudo vamos ver quem chegará nas finais. A Rússia já está lá e com certeza será um grande adversário. Eles estão passando por uma renovação na comissão técnica. Contrataram o treinador campeão olímpico de Sydney (2000) pela Iugoslávia (Zoran Gajic). Temos de ter cuidado com eles.


GLOBOESPORTE.COM : Costumam dizer que o Mineirinho está para o voleibol assim como o Maracanã está para o futebol. Qual a magia que envolve jogar em Belo Horizonte, cidade de uma torcida apaixonada pelo voleibol, que costuma comparecer em peso e empurrar a seleção?


Giba: É muito gostoso jogar no Mineirinho (local das partidas contra a Argentina). Belo Horizonte é uma cidade que entende de voleibol, que segue o nosso esporte como a maioria acompanha o futebol. Já joguei aqui, sei bem como é isso. Posso dizer que minha família começou aqui. Foi em Belo Horizonte que conheci a Cristina (sua esposa).


PERGUNTA DO INTERNAUTA ATHAÍDE FRANÇA : Por que a Cristina não volta a jogar no Brasil?


Giba: Acho um pouco difícil de a Cristina jogar no Brasil, até porque isso implicaria ficar longe de mim, já que estou jogando na Itália. Gostamos de ficar o maior tempo possível juntos.


PERGUNTA DO INTERNAUTA LEONARDO FERNANDES : Vocês ganharam tudo que podiam e ainda querem mais. De onde vem tanta determinação?


Giba: É bom ganhar. E quando você pega gosto, fica melhor ainda. Tenho tesão de defender a seleção brasileira. É daí que vêm toda a vontade e a determinação.
 

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