| Retornos de Renan e Navajas reforçam caráter diretivo da geração de 80 |
|
|
|
| Qua, 04 de Fevereiro de 2009 19:44 |
O retorno de dois importantes técnicos brasileiros ao país no início de 2009 mexeu com o voleibol, mas muito mais pelos novos cargos que ambos assumiram. Renan Dal Zotto, que passou mais de uma temporada no voleibol italiano até ser demitido do Treviso, voltou para coordenar o projeto que a Cimed pretende ampliar em suas modalidades esportivas. Já Ricardo Navajas foi mais além: sem convites para treinar equipes no país, o ex-comandante da seleção da Venezuela aceitou gerir o Poços de Caldas, time de futebol da segunda divisão mineira. Ambos reforçam o caráter diretivo dos profissionais de voleibol e entram na trilha esboçada por Carlos Arthur Nuzman e pavimentada por nomes como Bebeto de Freitas, Marcus Vinícius Freire, Montanaro e José Carlos Brunoro."Antes, eu era técnico e gestor do vôlei. Agora que o projeto está mais sólido, a gente quer criar raízes dento do vôlei, que vai continuar sendo nosso carro-chefe por um tempo, mas tentando ampliar para outras modalidades", explica Renan em entrevista exclusiva ao UOL Esporte. A entrada de Renan no mundo administrativo se deu no final de sua carreira como jogador, em 1993. Naquele momento, um sério problema de família fez com que, para ficar mais próximo do filho doente, o gaúcho abrisse mão de ser treinador. "Eu não queria mais ficar mudando de clube e de cidade, e resolvi montar o meu projeto. Eu estudei, tentei me capacitar o máximo possível e gostei muito", lembra. A partir daí, ele passou a trafegar entre as funções de técnico e gestor. A 'vida dupla' também foi conhecida de perto por José Carlos Brunoro, que logo passou de treinador a dirigente da Pirelli, no final dos anos 1980. "Eu comecei como técnico muito cedo. Aí meu interesse pelo lado administrativo foi aumentando, e eu comecei a me especializar no marketing, o que foi uma revolução muito grande pra época", conta o dirigente, um dos pioneiros da área. Mas foi no futebol que Brunoro alcançou seu auge como gestor. Em 1992, ele passou a coordenar o trabalho de marketing esportivo da Parmalat, cujo principal destaque foi a parceria de sucesso com o Palmeiras. Desafio maior terá Navajas. À frente do Poços de Caldas, sua principal função será conduzir o time à elite do futebol mineiro até abril, quando termina o campeonato estadual. Se não conseguir, sua permanência no clube provavelmente será interrompida. Apesar da ligeira pressão, ele fala com empolgação sobre o novo projeto. "No vôlei eu já trabalhava com isso. Eu gosto de participar, de fazer as contas, investir. Não tenho problema de gerenciar", garante. |







O retorno de dois importantes técnicos brasileiros ao país no início de 2009 mexeu com o voleibol, mas muito mais pelos novos cargos que ambos assumiram. Renan Dal Zotto, que passou mais de uma temporada no voleibol italiano até ser demitido do Treviso, voltou para coordenar o projeto que a Cimed pretende ampliar em suas modalidades esportivas. Já Ricardo Navajas foi mais além: sem convites para treinar equipes no país, o ex-comandante da seleção da Venezuela aceitou gerir o Poços de Caldas, time de futebol da segunda divisão mineira. Ambos reforçam o caráter diretivo dos profissionais de voleibol e entram na trilha esboçada por Carlos Arthur Nuzman e pavimentada por nomes como Bebeto de Freitas, Marcus Vinícius Freire, Montanaro e José Carlos Brunoro.