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Dani Lins se mostra mais confiante após vencer a ‘prova de fogo’ com a seleção PDF Imprimir E-mail
Seg, 31 de Agosto de 2009 12:57

O amadurecimento veio na marra. Da necessidade de um dia ter de substituir Fernanda Venturini no Rio de Janeiro e no outro, Fofão, na seleção brasileira. As cobranças que já tiraram o sono de Dani Lins hoje lhe arrancam sorrisos. O título do Grand Prix, o oitavo do Brasil, contribuiu para isso. A emocionante partida contra a Rússia, decidida apenas no tie-break, também teve sua parcela.

- Eu nunca tinha jogado contra elas. Deu um nervosismo até o décimo ponto, mas depois fiquei tranquila. E tinha ainda a responsabilidade de levantar para as campeãs olímpicas. Estou me sentindo mais amadurecida depois de jogar naquele nível. Comecei bem com essa carga toda em cima de mim. Fico pensando: quem vou substituir agora? - contou ela, rindo da brincadeira.

Talvez não precise mais se preocupar com isso. A jovem jogadora de 24 anos vem enchendo os olhos do técnico José Roberto Guimarães. Não só pela evolução, mas por saber que ainda tem muito a aprender.

- Esse campeonato foi uma prova de fogo para a Dani. Foi bom vê-la atuando como atuou. Cada adversário tinha um jogo diferente, e ela soube observar isso. Sofreu muito, mas a melhor coisa que aconteceu na vida dela foi entrar num grupo pronto, bem estruturado, mas que ainda precisa se impor - disse Zé Roberto.

Dani comprou o desafio. Agora é uma pessoa mais flexível e mais aberta às sugestões e críticas. Ela se tornou uma jogadora mais consciente das suas responsabilidades, sempre pedindo conselhos às companheiras e ao comandante. Além disso, também elevou o seu grau de exigência pessoal.

- Substituir Fofão é, pelo menos, chegar nas bolas que só ela conseguia. Eu sei que ainda não estou no nível de uma campeã olímpica, mas estou evoluindo a cada treino. O Zé até fala que eu tenho humildade de pedir ajuda e que faço isso até demais. Ele pega no meu pé, mas eu quero mais é que faça isso mesmo. Acho que tenho muita sorte de ser treinada por dois ex-levantadores. 

Bernardinho, seu técnico no Rio de Janeiro, tem a mesma opinião. Embora não tenha acompanhado todas as partidas do Grand Prix, o treinador ressalta que a pupila mostrou força e personalidade.

- É natural ter altos e baixos. Mas ela, assim como o Bruno, mostrou capacidade para superar as dificuldades. Ele ainda não é um Ricardinho nem um Maurício, nem sei se vai ser, mas mostrou essa capacidade. E isso é importante. A Dani tem vantagem de ter o Zé Roberto com toda a sua bagagem e experiência, e eu aqui - afirmou Bernardinho.

Ele não teme encontrar durante os treinos uma Dani diferente. Não no comportamento, mas sim em qualidade. 

- É muito humano isso. Ela vai ter mais visibilidade e reconhecimento que são elementos de sedução. Nossa função é alertar contra essa armadilha. Mas conhecendo a Dani, sei que ela tem consciência do processo e vai fazer tudo para continuar crescendo - analisou o técnico. 

Por enquanto, a única provável mudança arranca risadas da levantadora.

- Será que eu vou ser temida pelas adversárias agora antes dos jogos aqui no Brasil? Vai ser bom isso. Vou gostar - brincou

Fonte: globoesporte.com


Paula Pequeno é atleta ASSK.

 

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