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13. SAQUE O saque é a ação de colocar a bola em jogo pelo jogador de defesa direita posicionado na zona de saque (Regra 13.4.1).
13.1 PRIMEIRO SAQUE DO SET
13.1.1 O primeiro saque do primeiro set, como também do set decisivo (5º), é executado pela equipe determinada pelo sorteio (Regra 7.1).
13.1.2 Os outros sets começam com o saque da equipe que não tiver iniciado sacando no set anterior.
13.2 ORDEM DE SAQUE
13.2.1 Os jogadores devem seguir a ordem de saque registrada no formulário de ordem de saque (Regra 7.3.1.2).
13.2.2 Depois do primeiro saque do set, determina-se o jogador que vai sacar da seguinte maneira:
13.2.2.1) Quando a equipe que sacou vence o rally, o jogador que efetuou o saque (ou seu substituto) saca novamente;
13.2.2.2) Quando a equipe que recebeu o saque vence o rally, ganha o direito de sacar e, antes de fazê-lo, efetua um rodízio (Regra 7.6.2). O jogador da posição de ataque direita ( 2 ) dirige-se para a posição de defesa direita ( 1 ) para executar o saque.
13.3 AUTORIZAÇÃO PARA O SAQUE O primeiro árbitro autoriza a execução do saque após ter verificado que as duas equipes estão prontas para jogar e o sacador está de posse da bola.
13.4 EXECUÇÃO DO SAQUE
13.4.1 A bola deve ser golpeada com uma das mãos ou qualquer outra parte do braço após ser solta ou lançada ao ar com a(s) mão(s).
13.4.2 Somente um arremesso da bola é permitido. Bater a bola no solo ou movê-la entre as mãos é permitido.
13.4.3 No momento em que golpeia a bola ou que salta para efetuar o saque, o sacador não pode tocar a quadra de jogo (inclusive a linha de fundo) nem pisar fora da zona de saque. Após golpear a bola, o sacador pode tocar o piso fora da zona de saque ou dentro da quadra de jogo.
13.4.4 Após o primeiro árbitro apitar autorizando o saque, o sacador tem até oito (8) segundos para golpear a bola.
13.4.5 O saque efetuado antes do apito do árbitro é cancelado e repetido.
13.5 BARREIRA
13.5.1 Os jogadores da equipe sacadora não podem, através da formação de barreira, individual ou coletiva, impedir os adversários de verem o sacador ou a trajetória da bola.
13.5.2 Um jogador ou grupo de jogadores, da equipe que saca, fazem uma barreira quando agitam os braços, saltam ou deslocam-se para os lados, quando o saque está sendo efetuado ou ficam agrupados para encobrir a passagem da bola (Diagrama 6).
13.6 FALTAS DURANTE O SAQUE
13.6.1 Faltas no saque As faltas abaixo acarretam uma troca de saque, mesmo que o adversário esteja fora de posição (Regra 13.7.1). O sacador:
13.6.1.1) viola a ordem de saque (Regra 13.2);
13.6.1.2) não executa o saque corretamente (Regra 13.4).
13.6.2 Faltas depois do toque do saque: Depois de ter sido tocada corretamente, considera-se uma falta de saque (exceto quando um jogador estiver fora de posição) se a bola (Regra 13.7.2):
13.6.2.1) toca um jogador da equipe sacadora ou não ultrapassa o plano vertical da rede completamente através do espaço de cruzamento ( Regras 9.4.4, 9.4.5 e 11.1.1);
13.6.2.2) cai "fora" (Regra 9.4);
13.6.2.3) passa sobre uma barreira (Regra 13.5).
13.7 FALTAS DEPOIS DO SAQUE E FALTAS DE POSIÇÃO
13.7.1 Se o sacador comete uma falta no momento do saque ( execução imprópria, erro no rodízio etc.) e o adversário está fora de posição, a falta do sacador é penalizada.
13.7.2 Ao contrário, se executa o saque corretamente, mas subseqüentemente ocorre uma falta ( vai fora, passa por cima de uma barreira etc.), o erro de posição acontece primeiro e este é penalizado.
14. ATAQUE
14.1 TOQUE DE ATAQUE
14.1.1 Toda ação de enviar a bola para a quadra adversária, à exceção do saque e do bloqueio, é considerada um toque de ataque.
14.1.2 É permitido um leve toque ( "largada" ) durante a execução do toque de ataque, se este toque for claro e a bola não for "carregada" ou "empurrada" pela mão.
14.1.3 Um toque de ataque é completado quando a bola cruza completamente o plano vertical da rede ou é tocada por um adversário.
14.2 RESTRIÇÕES AO TOQUE DE ATAQUE
14.2.1 Um atacante pode efetuar um golpe de ataque em qualquer altura, desde que, no momento em que tocar a bola, esteja dentro de seu espaço de jogo (à exceção da Regra 14.2.4).
14.2.2 Um jogador da defesa pode efetuar um ataque de qualquer altura atrás da zona de ataque: 14.2.2.1) se no momento da impulsão, seu(s) pé(s) não tenha(m) tocado ou ultrapassado a linha de ataque;
14.2.2.2) depois que tocar a bola, ele pode cair dentro da zona de ataque (Regra1.4.1).
14.2.3 Um jogador de defesa pode efetuar também um ataque na zona de ataque se, no momento do contato com a bola, parte desta estiver situada abaixo do bordo superior da rede (Diagrama 7).
14.2.4 Nenhum jogador pode efetuar um ataque ao saque do adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e totalmente acima do bordo superior da rede.
14.3 FALTAS NO TOQUE DE ATAQUE
14.3.1) Um jogador golpeia a bola dentro do espaço de jogo da equipe adversária ( Regra 14.2.1).
14.3.2) Um jogador golpeia a bola para "fora" (Regra 9.4).
14.3.3) Um jogador da defesa efetua um ataque dentro da zona de ataque, estando a bola totalmente acima do bordo superior da rede (Regra 14.2.3).
14.3.4) Um jogador efetua um ataque ao saque adversário estando a bola dentro da zona de ataque e totalmente acima do bordo superior da rede (Regra 14.2.4).
14.3.5) O Libero (Regra 8.5.2.2.b) completa um toque de ataque, no momento em que a bola está totalmente acima do bordo superior da rede.
14.3.6) Um jogador completa um toque de ataque, acima do bordo superior da rede quando a bola lhe foi enviada através de um toque com os dedos, pelo Libero dentro da zona de ataque ( Regra 8.5.2.2.d). 15. BLOQUEIO
15.1 BLOQUEAR
15.1.1 Bloquear é a ação dos jogadores, posicionados perto da rede, de interceptar a bola vinda da quadra adversária, acima do bordo superior da rede. Somente os jogadores do ataque podem realizar um bloqueio efetivo.
15.1.2 Tentativa de bloqueio Tentativa de bloqueio é a ação de bloquear sem tocar na bola.
15.1.3 Bloqueio efetivo O bloqueio é efetivo quando a bola é tocada por um bloqueador (Diagrama 8).
15.1.4 Bloqueio coletivo Bloqueio coletivo é executado por dois ou três jogadores próximos uns dos outros e é efetivo quando um deles toca na bola.
15.2 CONTATOS DO BLOQUEIO Contatos consecutivos (rápidos e contínuos) podem ser realizados por um ou mais bloqueadores, desde que esses contatos ocorram durante uma mesma ação.
15.3 BLOQUEIO DENTRO DO ESPAÇO ADVERSÁRIO O jogador no bloqueio pode colocar as mãos e braços ultrapassando a rede contanto que esta ação não interfira no jogo do adversário. Portanto, ele só pode tocar a bola depois que o adversário tiver concluído seu golpe de ataque.
15.4 BLOQUEIO E TOQUES DA EQUIPE
15.4.1 O toque do bloqueio não é considerado um toque da equipe (Regra 10.1). Consequentemente, após o toque do bloqueio, a equipe tem direito aos três toques para retornar a bola.
15.4.2 O primeiro toque depois do bloqueio pode ser dado por qualquer jogador, inclusive por aquele que tocou a bola durante o bloqueio.
15.5 BLOQUEIO DO SAQUE O bloqueio do saque adversário é proibido.
15.6 FALTAS NO BLOQUEIO
15.6.1) O bloqueador toca a bola dentro do espaço do adversário antes ou simultaneamente ao toque de ataque do adversário (Regra 15.3).
15.6.2) Um jogador de defesa bloqueia ou participa de um bloqueio efetivo (Regras 15.1.1, 15.1.3 e 15.1.4).
15.6.3) Um jogador bloqueia o saque do adversário (Regra 15.5).
15.6.4) A bola é enviada para fora pelo bloqueio (Regra 9.4).
15.6.5) A bola é bloqueada dentro do espaço do adversário por fora das antenas.
15.6.6) Um Libero completa ou tenta um individual ou coletivo bloqueio, ou participa em um bloqueio efetivo (Regras 8.5.2.2.c, 15.1.2, 15.1.3 e 15.1.4).
Capítulo 5 - INTERRUPÇÕES E RETARDAMENTOS
16. INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES DO JOGO As interrupções regulamentares do jogo são os TEMPOS DE DESCANSO e as SUBSTITUIÇÕES DE JOGADORES.
16.1 NÚMERO DE INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES Cada equipe tem direito, no máximo, a dois "tempos de descanso" e seis "substituições" em cada set.
16.2 PEDIDOS PARA INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES
16.2.1 As interrupções podem ser solicitadas pelo técnico ou, na sua ausência, pelo capitão na quadra de jogo e somente por eles. A solicitação é feita através do sinal manual correspondente (Diagrama 11.4 e 11.5) quando a bola estiver fora de jogo e antes do apito autorizando o saque.
16.2.2 O pedido de substituição antes do início de um set é permitido e deve ser registrado como uma substituição regulamentar deste set.
16.3 SEQÜÊNCIA DAS INTERRUPÇÕES
16.3.1 Um ou dois pedidos de tempo para descanso e um pedido de substituição de jogador por uma ou outra equipe podem se suceder sem a necessidade de se reiniciar o jogo.
16.3.2 Entretanto, uma equipe não está autorizada a fazer solicitações consecutivas de substituição de jogadores durante a mesma interrupção de jogo. Dois ou mais jogadores podem ser substituídos durante uma mesma interrupção (Regra 8.1.1).
16.4 TEMPOS DE DESCANSO E TEMPOS TÉCNICOS
16.4.1 Todos os tempos de Descanso tem 30 segundos de duração. Nas Competições Mundiais e Oficiais da FIVB, do primeiro ao quarto set, dois adicionais Tempos Técnicos de sessenta (60) segundos são aplicados automaticamente quando uma das equipes, primeiro, atinge o 8° e o 16° ponto. No set decisivo (5º) não há "Tempos Técnicos"; somente dois (2) tempos de descanso, de 30 segundos de duração, podem ser solicitados por cada equipe.
16.4.2 Durante os tempos (descanso e técnico) os jogadores que estão jogando devem ir para a área livre, próximo do seu banco.
16.5 SUBSTITUIÇÃO DE JOGADORES (Para limitações, ver Regra 8.1) (Para trocas envolvendo um Líbero, ver regra 20.3.2 e 20.3.3)
16.5.1 As substituições devem ocorrer dentro da zona de substituição (Regra 1.4.3).
16.5.2 A substituição limita-se ao tempo necessário para o seu registro na súmula e permitir a entrada e a saída dos jogadores.
16.5.3 No momento da solicitação da substituição, o(s) jogador(es) deve(m) estar pronto(s) para entrar, posicionado(s) próximo(s) da zona de substituição (Regra 1.4.3). Se esta condição não ocorrer, a substituição não é concedida e a equipe é sancionada por retardamento do jogo (Regra 17.2). Nas Competições Mundiais e Oficiais da FIVB e Nacionais da CBV, plaquetas numeradas são utilizadas para facilitar as substituições.
16.5.4 Se o técnico deseja proceder a mais de uma substituição, deve sinalizar o número de substituições no momento da solicitação. Neste caso, as substituições devem ser sucessivas, um par de jogadores de cada vez.
16.6 SOLICITAÇÕES INDEVIDAS
16.6.1 É indevido solicitar uma interrupção:
16.6.1.1) durante um rally, no momento ou após o apito para o saque (Regra 16.2.1);
16.6.1.2) por um membro não autorizado da equipe (Regra 16.2.1);
16.6.1.3) para substituir um jogador, logo após completada uma substituição anterior, da mesma equipe e antes do jogo reiniciar-se (Regra 16.3.2);
16.6.1.4) após ter esgotado o limite numérico dos tempos de descanso e das substituições (Regra 16.1).
16.6.2 A primeira solicitação indevida, no jogo,, que não afetar ou retardar o jogo, deve ser rejeitada sem outras consequências.
16.6.3 A repetição de uma solicitação indevida no jogo constitui um retardamento.
17. RETARDAMENTOS DO JOGO
17.1 TIPOS DE RETARDAMENTO Toda ação imprópria de uma equipe que não permita o reinicio do jogo constitui-se num retardamento, entre outras:
17.1.1) retardar uma substituição;
17.1.2) prolongar outras interrupções após instruções para reiniciar o jogo;
17.1.3) solicitar uma substituição ilegal (Regra 8.4);
17.1.4) repetidas solicitações indevidas na mesma partida (Regra 16.6.2);
17.1.5) retardar o jogo por qualquer membro da equipe.
17.2 SANÇÕES POR RETARDAMENTO
17.2.1"Advertência por retardamento" e "penalidade por retardamento", são sanções aplicadas à equipe.
17.2.1.1 As sanções por retardamento valem para toda a partida;
17.2.1.2 Toda sanção por retardamento, incluindo a advertência, é registrada na súmula.
17.2.2 O primeiro retardamento no jogo por um membro é sancionado com uma "Advertência".
17.2.3 O segundo e os subseqüentes retardamentos, de qualquer tipo, causados por qualquer membro da mesma equipe, na mesma partida, constituem falta e são penalizados como "FALTA POR RETARDAMENTO": perda do rally (Regra 6.1.2).
17.2.4 As sanções por retardamento impostas antes ou entre os sets serão aplicadas no set seguinte.
18. INTERRUPÇÕES EXCEPCIONAIS DO JOGO
18.1 CONTUSÃO
18.1.1 Ocorrendo um acidente grave, estando a bola em jogo, o árbitro deve parar imediatamente o jogo e permitir a entrada na quadra da assistência médica. O rally é repetido.
18.1.2 Caso um jogador contundido não possa ser substituído, legal ou excepcionalmente (Regras 8.1 e 8.2), é dado um tempo de 3 minutos para que se recupere, mas não mais de uma vez para o mesmo jogador no jogo. Caso ele não se recupere sua equipe é declarada incompleta (Regra 6.4.3 e 7.3.1).
18.2 INTERFERÊNCIA EXTERNA Caso ocorra alguma interferência externa durante o jogo, este deve ser interrompido e o rally jogado novamente.
18.3 INTERRUPÇÕES PROLONGADAS
18.3.1 Quando circunstâncias imprevistas interrompem o jogo, o primeiro árbitro, o organizador e o comitê de controle, se houver algum, decidem as medidas a serem tomadas a fim de restabelecer as condições normais para o prosseguimento do jogo.
18.3.2 Ocorrendo uma ou várias interrupções que não excedam um total de 4 horas:
18.3.2.1) se o jogo é reiniciado na mesma quadra, o set interrompido deve continuar normalmente conservando-se os mesmos pontos, jogadores e suas posições. Os resultados dos sets anteriores são mantidos;
18.3.2.2) se o jogo é reiniciado em outra quadra, o set interrompido é anulado. Ele é jogado novamente, com os mesmos jogadores e a mesma ordem de saque inicial. Os resultados dos sets anteriores são mantidos.
18.3.3 No caso de uma ou várias interrupções que excedam um total de 4 horas, o jogo deve ser jogado novamente.
19. INTERVALOS E TROCA DE QUADRA
19.1 INTERVALOS Todos os intervalos entre sets têm a duração de 3 minutos. Durante este tempo é feita a troca de quadra e o registro da formação das equipes na súmula. O intervalo entre o segundo e o terceiro set pode ser estendido até 10 minutos, pelo Delegado do Jogo a pedido do organizador da competição.
19.2 TROCA DE QUADRA
19.2.1 Após cada set, as equipes trocam de quadra, exceto no set decisivo (Regra 7.1). Os outros membros da equipe trocam de banco.
19.2.2 No set decisivo, quando uma equipe atinge 8 pontos, as equipes trocam de quadra sem demora e as posições dos jogadores permanecem as mesmas. Se esta troca não é efetuada quando uma equipe atinge o 8º ponto, deve ocorrer assim que o erro for observado. O placar até o momento da troca é mantido.
Capítulo 6 - O JOGADOR LÍBERO
20. O JOGADOR LÍBERO
20.1 DESIGNAÇÃO DO LÍBERO
20.1.1 - Cada equipe tem o direito, dentro da lista dos 12 jogadores relacionados, de designar um jogador especializado na defesa chamado de LIBERO. ( R 4.1.1 )
20.1.2 - O Libero será registrado na súmula, antes do jogo, dentro da linha especial para isto. Seu número, também, constará na ordem de saque do 1º set ( Regra 7.3.2).
20.1.3 - O Libero não pode ser nem o Capitão da Equipe nem no jogo.
20.2 - UNIFORME O Libero deve usar um uniforme de cor diferente, ( ou jaleco para o seu substituto ) contrastante com os outros jogadores da equipe. O uniforme do Libero pode ter um feitio diferente (Regra 4.3) porém deverá ter a numeração como o restante da equipe.
20.3 - AÇÕES PERMITIDAS ENVOLVENDO O LIBERO
20.3.1 - As ações de jogo:
20.3.1.1 O Libero está autorizado a trocar com qualquer jogador da defesa.
20.3.1.2 Ele está restrito a jogar como um jogador de defesa e não está autorizado a completar um ataque de qualquer lugar ( incluindo quadra de jogo e área livre ) se no momento do contato a bola estiver totalmente acima do bordo superior da rede.
20.3.1.3 Ele não pode sacar, bloquear ou participar de uma tentativa de bloqueio.
20.3.1.4 Um jogador não poderá completar um toque de ataque, acima do bordo superior da rede, se esta bola lhe tenha sido passada, pelo Libero dentro da zona de ataque, através de um toque com os dedos. A bola poderá ser livremente atacada se o Libero houver feito a mesma ação atrás da zona de ataque.
20.3.2 - Troca de Jogadores:
20.3.2.1 As trocas envolvendo o Libero não são contadas como uma substituição regular. Elas são ilimitadas, mas terão que ter um "rally" entre duas trocas com o Libero. O Libero somente pode ser trocado pelo jogador que com ele trocou.
20.3.2.2 As trocas somente podem acontecer quando a bola está fora de jogo e antes do apito para o saque. No começo de cada set, o líbero somente poderá entrar em quadra depois que o 2º árbitro conferir a ordem de saque.
20.3.2.3 Uma troca feita após o apito autorizando o saque, não será rejeitada, mas, será objeto para uma verbal advertência. Subsequente demora, na troca, estará sujeita as sanções por atraso.
20.3.2.4 O Libero e o jogador substituto, somente, podem entrar e deixar a quadra pela linha lateral compreendida entre as linhas de ataque e de fundo, em frente ao banco da sua equipe.
20.3.3 - A designação de um novo Libero:
20.3.3.1 No caso de uma contusão com o Libero, o treinador, com a prévia aprovação do 1º árbitro, pode indicar, como novo Libero, um dos jogadores que não está dentro da quadra no momento desta redesignação. O Libero lesionado não poderá voltar para jogar o resto da partida. O jogador designado para trocar o Libero lesionado permanecerá como um Libero para o resto da partida.
20.3.3.2 Neste caso, o número do jogador designado, deverá ser registrado no quadro de "Observações" e na ordem de saque do set seguinte.
Capítulo 7 - CONDUTA DOS PARTICIPANTES
21. CONDUTA EXIGIDA
21.1 CONDUTA ESPORTIVA
21.1.1 Os participantes devem conhecer as "Regras Oficiais de Voleibol" e cumpri-las.
21.1.2 Os participantes devem aceitar as decisões dos árbitros com espírito esportivo, sem questioná-las. Em caso de dúvida, um esclarecimento pode ser solicitado unicamente através do capitão na quadra de jogo.
21.1.3 Os participantes devem evitar ações ou atitudes que possam influenciar as decisões dos árbitros ou ainda encobrir faltas cometidas por sua equipe.
21.2 JOGO LIMPO (FAIR-PLAY)
21.2.1 Os participantes devem ter conduta respeitosa, cortês, espírito esportivo e FAIR-PLAY, não somente com os árbitros, mas também com os demais componentes da equipe de arbitragem, adversários, companheiros de equipe e espectadores.
21.2.2 É permitida a comunicação entre os membros da equipe durante o jogo (Regra 5.2.3.4).
22. CONDUTAS INCORRETAS E SUA SANÇÕES
22.1 CONDUTAS INCORRETAS MENORES Este tipo de conduta não está sujeita a penalidades. É de responsabilidade do primeiro árbitro evitar que as equipes cometam alguma indisciplina sujeita a sanções ( Regra 22.3 ), advertindo a equipe verbalmente ou sinalizando com as mãos, se dirigindo à equipe através do capitão na quadra de jogo. Esta advertência não é uma penalidade e não tem conseqüências imediatas. Ela não deve ser registrada na súmula.
22.2 CONDUTAS INCORRETAS SUJEITAS A SANÇÕES Condutas incorretas de um membro de equipe em relação aos oficiais, adversários, companheiros de equipe ou público, são classificadas em 3 (três) categorias, de acordo com a gravidade da mesma.
22.2.1 Conduta rude: ação contrária a boas maneiras, princípios morais ou expressão de desrespeito.
22.2.2 Conduta ofensiva: difamação ou insulto com palavras ou gestos.
22.2.3 Agressão: ataque físico ou tentativa de agressão.
22.3 ESCALA DE SANÇÕES De acordo com o julgamento do primeiro árbitro e dependendo da gravidade da ofensa, as sanções aplicadas e registradas são:
22.3.1 Penalidade Uma primeira conduta rude no jogo, por qualquer membro da equipe, é penalizada com a perda do rally (Regra 6.1.2).
22.3.2 Expulsão
22.3.2.1 Um membro da equipe que é expulso não poderá participar ou intervir pelo resto do set e deverá permanecer sentado na área atrás do banco da equipe ( Regras 1.4.5, 5.3.2 e Diagrama 1 ), sem outras conseqüências. Um técnico expulso perde seu direito de intervir no set e deve permanecer sentado na cadeira de penalidade atrás do banco da equipe (Regra 1.4.5 & Diagrama 1).
22.3.2.2 A primeira conduta ofensiva cometida por um membro da equipe é penalizada com a expulsão, sem outras conseqüências.
22.3.2.3 A Segunda conduta rude, no mesmo jogo, pelo mesmo membro da equipe é penalizada com expulsão, sem outras conseqüências.
22.3.3 Desqualificação
22.3.3.1 O membro da equipe que for penalizado com a desqualificação deve deixar a Área de Controle da Competição pelo resto do jogo, sem outras conseqüências.
22.3.3.2 A primeira agressão é penalizada com a desqualificação, sem outras conseqüências.
22.3.3.3 Uma Segunda conduta ofensiva no mesmo jogo, pelo mesmo membro da equipe é penalizada com a desqualificação, sem outras conseqüências.
22.3.3.4 A terceira conduta rude no mesmo jogo, pelo mesmo membro da equipe é penalizada coma desqualificação, sem outras conseqüências.
22.4 APLICAÇÃO DE PENALIDADES POR CONDUTA INCORRETA.
22.4.1 Todas as penalidades por conduta incorreta são personalizadas, permanecem por todo o jogo e são registradas na súmula.
22.4.2 A repetição da conduta incorreta pelo mesmo membro da equipe no mesmo jogo é penalizada progressivamente, conforme Regra 22.3 e Diagrama 9 ( o jogador recebe uma penalidade maior por cada sucessiva ofensa ).
22.4.3 Expulsão ou desqualificação em virtude de conduta ofensiva ou agressão não necessita da ocorr6encia de outra penalidade anterior.
22.5 CONDUTA INCORRETA ANTES OU ENTRE OS SETS Qualquer conduta incorreta ocorrida antes ou entre os sets é penalizada de acordo com a Regra 22.3 sendo aplicada no próximo set.
22.6 CARTÕES DE PENALIDADE Advertência: verbal ou um sinal com as mãos, sem cartão. Penalidade: cartão amarelo Expulsão: cartão vermelho Desqualificação: amarelo + vermelho juntos na mesma mão
OS ÁRBITROS, SUAS RESPONSABILIDADES E SINAIS OFICIAIS
23. EQUIPE DE ARBITRAGEM E PROCEDIMENTOS
23.1 COMPOSIÇÃO A equipe de arbitragem para um jogo é composta pelos seguintes oficiais: - o primeiro árbitro - o segundo árbitro - o apontador - quatro (dois) juizes de linha A localização está indicada no Diagrama 10. Para as competições Mundiais e Oficiais da FIVB é obrigatória a utilização de uma Apontadora Assistente.
23.2 PROCEDIMENTOS
23.2.1 Somente o primeiro e segundo árbitros podem fazer uso do apito durante o jogo:
23.2.1.1) o primeiro árbitro apita e sinaliza para autorizar o saque que começa o rally;
23.2.1.2) o primeiro e/ou segundo árbitros apita(m) o final de um rally, desde que esteja(m) certo(s) que uma falta tenha sido cometida e identificada sua natureza.
23.2.2 Podem usar o apito durante a interrupção do jogo para autorizar ou rejeitar solicitação de uma equipe.
23.2.3 Imediatamente após apitar finalizando o rally, o árbitro deve indicar, através dos sinais manuais oficiais (Regra 27.1):
23.2.3.1 Se a falta é apitada pelo 1º árbitro, ele/ela indicará: a) a equipe que venceu o rally; b) a natureza da falta; c) o jogador faltoso ( se necessário ). O 2º árbitro seguirá o 1º árbitro, repetindo os sinais manuais dele.
23.2.3.2 Se a falta é apitada pelo 2º árbitro, ele/ela indicará: a) a natureza da falta b) o jogador faltoso ( se necessário ) c) a equipe que venceu o rally, repetindo o gesto do 1º árbitro. Neste caso o 1º árbitro não indicará a falta nem o jogador faltoso, mas somente a equipe que vai sacar.
23.2.3.3 No caso de dupla falta, ambos os árbitros indicam: a) a natureza da falta b) o jogador faltoso ( se necessário ) c) a equipe que saca diretamente pelo 1º árbitro.
24. PRIMEIRO ÁRBITRO
24.1 LOCALIZAÇÃO O primeiro árbitro desempenha suas funções sentado ou de pé na cadeira de arbitragem colocada numa das extremidades da rede. Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima do bordo superior da rede (Diagrama 10).
24.2 AUTORIDADE
24.2.1 O primeiro árbitro dirige o jogo do início até o seu final. Ele tem autoridade sobre todos os oficiais e membros das equipes. Durante o jogo suas decisões são finais. Ele está autorizado a anular as decisões dos outros oficiais se julgar que estão equivocados. O primeiro árbitro pode, inclusive, substituir um oficial que não esteja cumprindo corretamente suas funções.
24.2.2 O primeiro árbitro também controla o trabalho dos boleiros, limpadores do piso e enxugadores.
24.2.3 O primeiro árbitro tem autoridade para decidir sobre qualquer assunto que envolva o jogo, mesmo aqueles não previstos pelas Regras.
24.2.4 O primeiro árbitro não pode permitir qualquer discussão a respeito de suas decisões. Entretanto, por solicitação do capitão no jogo, dá uma explicação sobre a aplicação ou interpretação da Regra em que baseou sua decisão. O primeiro árbitro deve autorizar o capitão no jogo (imediatamente após este ter externado o seu desacordo com a explicação dada) o direito de apresentar um protesto oficial sobre o fato, ao final da partida (Regras 5.1.2.a e 5.1.3. b).
24.2.5 O primeiro árbitro tem a responsabilidade de decidir, antes e durante o jogo se a área de jogo, os equipamentos e as condições são próprias ou não para jogar.
24.3 RESPONSABILIDADES
24.3.1 Antes do jogo o primeiro árbitro:
24.3.1.1) inspeciona as condições da área de jogo, as bolas e os outros equipamentos;
24.3.1.2) efetua o sorteio na presença dos capitães das equipes;
24.3.1.3) controla o aquecimento das equipes.
24.3.2 Durante o jogo, somente o primeiro árbitro está autorizado:
24.3.2.1) aplicar advertências as equipes;
24.3.2.2) sancionar as condutas incorretas e retardamentos:
24.3.2.3 decidir sobre: a) as faltas do sacador e a falta de posição da equipe sacadora, inclusive as barreiras; b) as faltas no toque de bola; c) as faltas cometidas no bordo superior e acima da rede. d) o ataque do líbero e a falta de ataque do jogador de defesa. (14.3.3 e 14.3.5) e) Um ataque efetuado por um jogador de uma bola vinda de um toque do líbero dentro da zona de ataque (14.3.6) f) A bola que cruza o espaço inferior abaixo da rede ( Regra 9.4.5 )
24.3.3 Ao final da partida ele/ela confere e assina a súmula.
25. SEGUNDO ÁRBITRO
25.1 LOCALIZAÇÃO O segundo árbitro desempenha suas funções de pé, próximo do poste, fora da quadra de jogo, no lado oposto e de frente para o primeiro árbitro (Diagrama 10).
25.2 AUTORIDADE
25.2.1 O segundo árbitro é o assistente do primeiro árbitro, mas tem também sua própria área de atuação (Regra 24.3). O segundo árbitro pode substituir o primeiro árbitro, caso este fique impossibilitado de continuar seu trabalho.
25.2.2 O segundo árbitro pode, sem fazer uso do apito, indicar as faltas fora de sua competência, porém não deve insistir junto ao primeiro árbitro.
25.2.3 O segundo árbitro controla o trabalho do apontador.
25.2.4 O segundo árbitro controla os membros das equipes que estão no banco de reservas e informa ao primeiro árbitro sobre qualquer conduta incorreta.
25.2.5 O segundo árbitro controla os jogadores na área de aquecimento (Regra 4.2.3).
25.2.6 O segundo árbitro autoriza as interrupções, controla suas durações e rejeita solicitações indevidas.
25.2.7 O segundo árbitro controla o número de tempos de descanso e substituições usados por cada equipe e informa o segundo tempo e a quinta e sexta substituições ao primeiro árbitro e ao técnico solicitante.
25.2.8 No caso de contusão de um jogador, o segundo árbitro autoriza a sua substituição excepcional (Regra 8.2) ou permite um tempo de 3 minutos para sua recuperação (Regra 18.1.2).
25.2.9 O segundo árbitro controla as condições do piso, principalmente na área de ataque. Durante o jogo ele controla as bolas para que estejam sempre nas condições regulamentares.
25.2.10 O segundo árbitro supervisiona os membros das equipes nas áreas de penalidade e informa ao 1º árbitro suas condutas incorretas ( Regra 1.4.5).
25.3 RESPONSABILIDADES
25.3.1 Antes do começo de cada set, quando da mudança de quadra no set decisivo ou quando for necessário, o segundo árbitro controla a posição dos jogadores para que correspondam àquela determinada no formulário de ordem de saque.
25.3.2 Durante o jogo, o segundo árbitro decide, apita e sinaliza:
25.3.2.1) invasão da quadra adversária e o espaço sob a rede (Regra 12.2)
25.3.2.2) as faltas de posição da equipe receptora (Regra 7.5);
25.3.2.3) o contato faltoso com a rede em sua parte inferior ou com a antena do seu lado da quadra (Regra 12.3.1);
25.3.2.4) as faltas de ataque ou o bloqueio dos jogadores de defesa ou uma tentativa de bloqueio do Libero (Regras 14.3.3 , 15.6.2 e 15.6.6);
25.3.2.5.) o contato da bola com um objeto exterior ou com o solo quando o primeiro árbitro não estiver em posição para ver o contato (Regra 9.4.1 a 9.4.4).
25.3.3 Ao final da partida, ele/ela assina a súmula.
26. APONTADOR
26.1 LOCALIZAÇÃO O apontador desempenha suas funções sentado à mesa situada no lado oposto, em frente ao primeiro árbitro (Diagrama 10).
26.2 RESPONSABILIDADES O apontador anota a súmula do jogo de acordo com as Regras cooperando com o segundo árbitro. Usa um alarme ou qualquer outro sinal sonoro para indicar aos árbitros sobre os fatos de sua responsabilidade.
26.2.1 Antes do jogo e de cada set, o apontador:
26.2.1.1) registra os dados do jogo e das equipes de acordo com o procedimento em vigor e obtém as assinaturas dos capitães das equipes e dos técnicos;
26.2.1.2) registra a formação inicial de cada equipe conforme o formulário de ordem de saque. Se não o receber em tempo hábil, imediatamente informa este fato ao segundo árbitro.
26.2.1.3) registra o número e o nome do jogador Libero.
26.2.2 Durante o jogo, o apontador:
26.2.2.1) registra os pontos marcados e certifica-se de que o placar indica a contagem correta dos pontos;
26.2.2.2) controla a ordem de saque de cada equipe e informa aos árbitros sobre qualquer erro cometido imediatamente após o saque;
26.2.2.3) registra, controla e informa ao segundo árbitro o número de tempos de descanso e de substituições;
26.2.2.4) notifica aos árbitros sobre os pedidos de interrupções que não procedem;
26.2.2.5) anuncia aos árbitros o final de cada set, o início e fim de cada Tempo Técnico e a marcação do 8º ponto no set decisivo;
26.2.2.6) registra as sanções;
26.2.2.7) registra todos os outros acontecimentos conforme instruções do 2º árbitro, i.e. substituições excepcionais (Regra 8.2), tempo de recuperação (Regra 18.1.2), interrupções prolongadas (Regra 18.3), interferência externa (Regra 18.2), etc.
26.2.3 Ao final do jogo, o apontador:
26.2.3.1) registra o resultado final;
26.2.3.2) nos casos de protestos, com a prévia autorização do 1º árbitro, escreve ou permite que o capitão da equipe escreva na súmula sua versão do fato protestado;
26.2.3.3) após assinar a súmula obtém as assinaturas dos capitães das equipes e dos árbitros.
27. JUÍZES DE LINHA
27.1 LOCALIZAÇÃO Se somente dois juízes de linha são utilizados, ficam posicionados em diagonal nos ângulos situados à direita de cada árbitro e de 1m a 2 m do ângulo. Cada um deles controla a linha de fundo e a linha lateral situada de seu lado (Diagrama 10). É obrigatório haver quatro juízes de linha nas Competições Mundiais da FIVB. Posicionam-se de pé na área livre, de 1m a 3m de distância de cada ângulo da quadra, de frente para cada prolongamento imaginário da(s) linha(s) sob sua responsabilidade (Diagrama 10).
27.2 RESPONSABILIDADES
27.2.1 Os juizes de linha desempenham suas funções usando bandeiras ( 40cm x 40cm ) como mostra o Diagrama 12:
27.2.1.1 sinalizam a bola "dentro" ou "fora" (Regras 9.3 e 9.4), quando esta toca o solo perto da sua linha;
27.2.1.2 sinalizam o toque de bola "fora" da equipe receptora da bola;
27.2.1.3 sinalizam as bolas que tocam as antenas, as bolas do saque que ultrapassam a rede por fora do espaço de cruzamento, etc. (Regra 9.4.3 e 9.4.4);
27.2.1.4 sinalizam se qualquer jogador (exceto o que está no saque) toca o piso fora da quadra de jogo no momento do toque do saque;
27.2.1.5 sinalizam as faltas dos pés do sacador (Regra 13.4.3);
27.2.1.6 sinalizam qualquer contato com a antena do seu lado da quadra de qualquer jogador durante sua ação na jogada. (12.3.1)
27.2.1.7 sinalizam as bolas que cruzam por fora do espaço de cruzamento para dentro da quadra adversária ou o contato com a antena do seu lado da quadra.
27.2.2 Atendendo à solicitação do primeiro árbitro, o juiz de linha deve repetir a sinalização.
28. SINAIS OFICIAIS
28.1 SINAIS MANUAIS DOS ÁRBITROS (Diagrama 11) Os árbitros devem indicar, através dos sinais manuais oficiais, a razão do seu apito ( a natureza da falta apitada ou o propósito da interrupção autorizada). O sinal tem que ser mantido por uns momentos e se é indicado com uma mão, esta mão corresponde o lado da equipe que tenha cometido a falta ou a solicitação.
28.2 SINAIS OFICIAIS DOS JUÍZES DE LINHA (Diagrama 12) Os juizes de linha sinalizam com a bandeira a natureza da falta cometida, e mantendo-os por um momento.
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